Menu

Universidade Positivo

Notícias

Ver todos 27 de fevereiro

Universidade Positivo realiza módulo internacional em Israel

Alunos da Pós-Graduação da Universidade Positivo realizaram uma imersão em Israel, país conhecido como berço de startups e referência em soluções tecnológicas aplicadas à agricultura. A viagem técnica foi um módulo internacional da Pós-Graduação em Inovação e Gestão Estratégica no Agronegócio, oferecido em parceria com a SESCOOP/PR (Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Paraná). 

A turma é composta por colaboradores do Grupo e também por integrantes de cooperativas da região dos Campos Gerais. Desse módulo, participaram também os alunos da Especialização em Marketing para Cooperativas, outro curso oferecido pelo Núcleo de Estudos e Laboratório de Agronegócio da Universidade. Acompanharam a comitiva o superintendente Leonardo Boesche e a assessora de Relações Internacionais, Carolina Teodoro ambos do SESCOOP-PR, além do diretor de Relações Institucionais e Desenvolvimento de Negócios da área de Ensino do Grupo Positivo, Rogério Mainardes, e os coordenadores dos cursos da Pós, os professores Giovani Ferreira e Anelise Machado de Araújo.

A programação da viagem contou com uma larga exploração do ambiente inovador e da tecnologia do país asiático. Foram realizadas aulas, palestras e visitas técnicas em universidades e centros de pesquisa, cuja pauta foi de um agronegócio moderno e sustentável, no qual produzir não é opção, mas condição à sobrevivência e soberania de toda uma nação. Rogério Mainardes afirma que a imersão teve um excelente resultado e isso mostra que a Universidade Positivo está conectada às demandas do mercado. Segundo, ele, a UP não quer apenas oferecer a melhor educação, como também quer formar profissionais mais preparados e alinhados à necessidade do mundo moderno e globalizado.

O professor Giovani Ferreira explicou que não dá para falar de inovação e tecnologia sem observar, se relacionar e tomar conhecimento do mundo cada vez mais globalizado do agronegócio. De acordo com ele, as demandas são similares e as soluções integradas, tanto no campo quanto no mercado. O coordenador afirmou que, assim como o agronegócio, o conhecimento também não tem fronteiras. Para Leonardo Boesche, o módulo internacional representou uma inovação para o SESCOOP-PR. O superintendente destacou a importância das questões culturais, que acabam sendo decisivas na implantação de modelos e sistemas como o de Israel, que podem ser replicados em cooperativas no Brasil.

A agricultura em Israel

Com mais de 60% de seu território deserto e com a apenas quatro meses de chuvas (média de 500 mm de novembro a fevereiro), Israel aposta na tecnologia, aliada à ciência básica, para explorar e potencializar os poucos recursos naturais disponíveis. É do uso racional do solo e da água que o país de 8,7 milhões de habitantes consegue ser autossuficiente em várias cadeias produtivas, em especial de leite, frutas, verduras, legumes, flores e cereais. Além disso, frutas, flores e legumes também se destacam na pauta de exportação.

A disponibilidade de água sempre foi a principal preocupação de Israel. Atualmente, graças às tecnologias de dessalinização e reciclagem, da conscientização da população urbana e do uso racional dos recursos hídricos na agricultura, essa é uma limitação amplamente administrável. Contudo, não apenas em Israel como no mundo, a agricultura trabalha em busca de sistemas mais sustentáveis, o que passa pelo desenvolvimento de técnicas e tecnologias de irrigação mais eficientes e uso racional dos recursos naturais. Foi em Israel onde surgiram ou foram aprimorados os sistemas mundiais de irrigação, como o gotejamento. Atualmente, visando  um agronegócio não apenas mais sustentável, como mais competitivo, a palavra de ordem é fertirrigação e quimirrigação, onde, junto com a água, se aplicam fertilizantes, nutrientes e defensivos agrícolas.

Para se ter uma ideia da dimensão do agronegócio em Israel, o Ministério da Agricultura é o que recebe a maior parte dos recursos do governo, ficando atrás somente do Ministério da Defesa.  A verba é aplicada em extensão rural, crédito, desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias. Proporcionalmente, Israel também é o país que mais investe em pesquisa no mundo, o equivalente a 4,7% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Estima-se que 50% da água disponibilizada do país vai para agricultura. Por outro lado, 90% da água residual é tratada e reutilizada na agricultura e na indústria. Se no Brasil comódite – termo usado para designar elementos de vital importância ao funcionamento da economia local – é sinônimo de soja e milho, em Israel, a principal das comódites é a água.

www.up.edu.br

Facebook

Redes Sociais

Em destaque